sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Trilhando a Trilogia do Anel - Parte VI



            Buenas, pessoal! Chegamos finalmente ao nosso último texto sobre a trilogia do anel e sinto aquela saudade antecipada como se estivesse vendo O Retorno do Rei pela primeira vez, mas deixemos de abobrinhas. O titulo de O Retorno do Rei se refere ao elemento mais complexo de toda a história da trilogia e por isso mesmo eu deixei ele para a última postagem. Em algum momento você deve ter se perguntado por que Aragorn se recusou a ser rei vagando por aí e como ele pode chegar do nada e dizer que é rei de alguma coisa. Na verdade o filme alterou algumas coisas e não contou milhares de outras, então vamos começar!

Lembrando que no fim do post tem um glossário
com todos nomes de personagens e locais citados ;)






O  R E T O R N O  D O  R E I

O Parentesco entre Isildur e Aragorn


Quando os Homens de Númenor vieram à Terra-Media, Elendil fundou o Reino de Arnor no norte e seus filhos o de Gondor no Sul, dividido entre os irmãos Isildur e Anárion. Quando Sauron atacou Gondor, Isildur foi para o norte avisar do ataque para seu pai enquanto Anárion defendia o reino. Aliados aos elfos, Isildur e seu pai desceram até Mordor com o exército de Arnor enfrentando Sauron na Batalha da Última Aliança. Sauron é derrotado e durante a batalha Elendil e Anárion pereceram, Isildur então assume o trono de Arnor.


        Isildur deixou o trono de Gondor ao filho de Anárion, Menendil, e partiu com seus filhos para assumir seu novo reinado deixando sua mulher e o filho mais novo, Valandil, no entanto eles foram mortos numa emboscados no caminho. Sua esposa e o único filho sobrevivente de Isildur estavam em Valfenda quando souberam da tragédia e como Valandil era jovem demais para assumir o trono, ele cotinuou em Valfenda sendo educado por Elrond. Quando Valandil atingiu uma certa idade, ele partiu para o norte e assumiu o governo sobre Arnor, sem no entanto exercer a soberania sobre Gondor que também lhe era de direito. Algumas gerações depois o Rei Bruxo de Angmar atacou e destruiu o reino do norte, no entanto o herdeiro do trono Aranarth conseguiu escapar e reunindo o restante de seu povo com os exércitos de Gondor ele destruiu o reino de Angamar, passando a vigiar e proteger aquele local desde então. Aranarth se tornou o líder dos guardiões do norte e dele descende o guardião mais ilustre: Aragorn. 

Os Dúnedain

           Aqueles que assumiram a proteção daquelas terras foram chamados de Dúnedain e o líder de sua companhia o herdeiro do trono de Arnor por direito. Para a proteção da linhagem real, todos os filhos dos líderes eram criados em Valfenda por Elrond, assim como Aragorn. Os chefes dos Dúnedain possuem o nome iniciado com Ar para significar que ele é herdeiro do trono de Arnor. Aragorn foi criado secretamente em Valfenda somente sabendo de sua linhagem quando atingiu certa idade. Aragorn também recebeu os fragmentos de Narsil e o anel de Barahir, passado de geração em geração para os reis de Arnor. Assim Aragorn assumiu a liderança dos Dúnedain e mais tarde integrou a comitiva do anel. Na estada em Valfenda durante o conselho de Elrond, Narsil foi reforjada e renomeada Andúril, a “Chama do Oeste”, diferentemente dos filmes que somente mostram isso em O Retorno do Rei. Assim Aragorn inicia sua jornada para assumir o trono de Gondor como Alto-Rei (aquele governa tanto Arnor quanto Gondor). 

O Declínio de Gondor

Coroa de Gondor.
         O chamado Declínio de Gondor também permite o retorno de Aragorn como rei. Quando o príncipe Valacar se casou com uma mulher do norte, o reinado de seu filho Eldacar foi alvo de muitas críticas por ele ser de sangue mestiço, sendo alegado que somente um homem com o sangue de Númenor poderia governar Gondor. Assim inciou-se a “Contenda das Casas”, uma guerra civil entre os descendentes de númenorianos que queriam tomar o trono. Dentre eles venceu Castamir, expulsando Eldacar, mas ele logo voltou com aliados do norte e retomou o trono. Após a Contenda das Casas, muitos da linhagem real pereceram e a Grande Praga que assolou a região sul em seguida tornou as coisas ainda piores. Algumas gerações depois Gondor foi invadida pelos Carroceiros e o rei Ondoher morreu em batalha sem deixar herdeiros. O capitão Eärnil reuniu um segundo exercito e expulsou os invasores. Um descendente da linhagem dos reis do norte clamou o trono, mas o Conselho de Gondor julgou que ele não tinha esse direito, coroando o capitão Eärnil pela sua bravura, no entanto seu filho Eärnur foi desafiado pelo Rei Bruxo a um duelo e nunca mais foi visto novamente, inciando assim o reinado dos regentes. 

           Denethor recusou a ceder o trono de Gondor a Aragorn, mas após sua morte, Faramir lhe reconheceu como herdeiro do trono e rei de Gondor, oficializando assim o retorno do rei. Após a Guerra do Anel, Aragorn recebeu de Elrond o Cetro de Annúminas, símbolo dos reis de Arnor que junto com a Coroa de Gondor, conferiam a Aragorn o governo sobre os dois reinos dos Homens. O período de seu governo passou a ser conhecido como o Reinado dos Reinos Unidos. 


G O N D O R



O Brasão de Gondor.
           Quando Elendil fugiu da destruição de Númenor, ele fundou o reino de Arnor e seus dois filhos, Anárion e Isildur, fundaram o reino de Gondor no sul. A capital de Gondor era Osgiliath, uma cidade sobre o rio que dividia Gondor ao meio, onde os irmãos governavam lado a lado. Anárion morava em Minas Arnor no lado oeste e Isildur em Minas Ithil no lado leste. O espírito de Sauron que havia afundado com Númenor retornou à Terra-Média e Minas Ithil, construída nas fronteiras de Mordor, é ataca e tomada pelas forças de Sauron. Isildur foge para o Norte para pedir ajuda a seu pai enquanto Anárion defende as terras de Gondor. Isildur então retorna com os exércitos de Arnor também auxiliados pelos elfos, derrotando Sauron e retomando o controle sobre Minas Ithil. Após uma guerra civil causar muitas perdas e uma grande praga dizimar grande parte da população de Gondor, Minas Ithil é abandonada e tomada pelo Rei Bruxo de Angmar, tornando-se Minas Morgul, “A Torre da Bruxaria”. Perto demais do território inimigo, Osgiliath é também abandonada e a capital é transferida para Minas Arnor, agora chamada de Minas Tirith, “A Torre de Vigilância”.

       O símbolo Gondor é uma Árvore Branca em flor com sete estrelas e uma coroa-alada. A Árvore com flores representa a paz e prosperidade dos Homens, as estrelas se referem aos sete barcos dos Homens de Númenor que traziam as Palantír, cada um com o desenho de uma estrela. A coroa representa o elmo de Isildur que por muito tempo foi utilizado como coroa e se tornou o símbolo dos reis de Gondor. 



M I N A S  T I R I T H


        Minas Tirith foi construída junto a montanha Mindolluin. Ela possuía sete níveis cercados por uma muralha. A primeira muralha era chamada de Othram e possuía uma entrada pelo Grande Portão, construído com pedras negras, as mesmas de Orthanc. O pátio interno atrás do portão era chamado de Portal (tradução livre de Gateway), pois todas as ruas da cidadela se ligavam naquele ponto. Os portões seguintes eram posicionados cada um num lado oposto ao outro para dificultar uma possível invasão. Com a exceção do primeiro nível, todos os outros até o sexto eram divididos pela imensa formação rochosa que emergia do Mindolluin. O portão do sétimo nível era uma abertura na rocha que cortava a cidade e que através de uma passagem por seu interior levava até o pátio externo onde se encontrava a Árvore Branca. No topo da cidade havia a Torre de Ecthilion, onde antes ficava a Palantír de Minas Arnor.



Vale notar a representação exata do salão do rei no filme, mostrando a cadeira do regente aos pés do primeiro degrau da pequena escadaria que leva ao trono do rei. 



A  Á R V O R E  B R A N C A


        A visão que Pippin tem de uma árvore branca em chamas quando olha na Palantír é uma metáfora muito maior do que se percebe de início. A morte dela simboliza a vitória de Sauron e do poder de seu antigo mestre Melkor sobre os Valar, os deuses da Terra-Média, assim como também a derrota dos Homens contra a escuridão. A origem dessa árvore é muito mais antiga que a própria Gondor:


           A Vala Yavanna criara as duas Árvores que irradiavam luz de si mesmas e iluminavam o mundo. Havia Telperion e Laurelin, a árvore prateada e a arvore dourada, respectivamente. Os elfos amavam tanto Telperion que Yavanna criou uma árvore semelhante a ela em aparência, Galathilion, e a plantou na cidade dos elfos para que eles pudessem contemplá-la sempre. Essa árvore não irradiava luz, mas era de um branco brilhante. Os elfos levaram uma muda dela para sua ilha próxima as Terras Imortais, em Tol Eressëa. Essa segunda árvore se chamou Celeborn. Quando os homens receberam de presente a ilha onde fundariam Númenor por terem ajudado os Elfos na luta contra Melkor, eles receberam também uma muda da árvore branca dos Elfos, Nimloth, e ela se tornou o símbolo de sua eterna amizade com os elfos e fidelidade aos Valar. Quando o soberbo rei de Númenor Ar-Pharazôn se aliou a Sauron, ele mandou queimar a árvore branca, mas Isildur resgatou uma ultima muda de Nimloth durante uma arriscada missão e conseguiu fugir de Númenor antes de sua destruição levando a muda consigo.

A Destruição de Númenor.

        Elendil plantou a muda na sua fortaleza em Minas Ithil, e essa foi a primeira Árvore Branca de Gondor. Após Minas Ithil ser atacada e seu irmão Anário, rei de Minas Arnor, perecer na batalha contra Sauron, Isildur planta uma ultima muda da Árvore Branca que fora queimada pelos inimigos nos pátios de Minas Arnor, depois chamada Minas Tirith, em memória de seu irmão. Essa segunda Árvore acabou morrendo durante a Grande Praga e também pela Guerra Civil entre os herdeiros do trono de Gondor refletindo os declínio do coração dos homens. Após a Grande Praga, o rei Torondor transferiu a capital de Gondor para Minas Arnor (agora chamada Minas Tirith) e plantou uma terceira Árvore Branca. Com a morte de Eärnur, o último rei de Gondor que não deixara nenhum herdeiro, a terceira Árvore também morreu, mas como não havia nenhum fruto ou semente, seu tronco foi deixado seco no pátio de Gondor na esperança que ela revivesse com “O Retorno do Rei.” Após a derrota de Sauron, Aragorn com a ajuda de Gandalf encontraram uma muda da árvore nas montanhas acima de Minas Tirith e plantaram no lugar da Árvore Morta, mas essa árvore foi levada para o Túmulo dos Reis e foi velada como se fosse um dos Reis de Gondor. Assim surgiu a quarta e última Árvore Branca de Gondor. 


A  P I R A  D E  D E N E T H O R

          Quando Gandalf vai ao encontro do regente de Gondor, ele não é recebido com muita cortesia por Denethor II, mas isso não é por algo tão óbvio como possa parecer de início. Gondor tinha três palatíri: Uma em Minas Tirith (chamada de Minas Arnor antes), Osgiliath (a antiga capital) e em Minas Ithil (que se tornaria Minas Morgul). Elas eram muito usadas pelos grandes reis, mas assim que Sauron conquistou Minas Ithil e tomou sua Palantír, todas as demais deixaram de ser usadas, pois não se sabia o que um ser tão poderoso poderia fazer com alguém através delas. Durante a Guerra do Anel, Denethor usou a Palantír de Minas Tirith para tentar descobrir os planos do inimigo e vigiar suas fronteiras, mas ao invés disso ele entrou em contato com o próprio Sauron que lhe mostrou seus poderosos exércitos e lhe convenceu da derrota iminente. Denethor obviamente ficou perturbado e a morte de seu filho mais velho – e amado – lhe destruiu ainda mais. Além disso, há um motivo extra do porquê Denethor destrata tanto seu filho mais novo, Faramir: Boromir somente foi a Valfenda para averiguar a mensagem de um sonho recorrente de seu irmão, Faramir, sobre a “espada quebrada” que ele também tivera. Se não fosse pela insistência de Faramir, ele jamais teria integrado a comitiva do anel e morrido, sendo assim é compreensível, embora não justificável, a loucura de Denethor. 


S A M   U S A  O  A N E L 

         Sendo uma obra tão vasta, é inevitável que se encontre algumas contradições e se tratando de Tolkien, é impressionante que sejam tão poucas. A mais estranha delas é um episódio cortado do filme em que Sam usa o anel. Após encontrar Frodo aparentemente morto por Laracna, Sam pega o anel para completar a missão, mas acaba descobrindo que ele estava vivo e tem de resgatá-lo na torre de Cirith Ungol e é nesse momento que ele utiliza o anel. Tendo em vista que é dito inúmeras vezes no livro que Sauron e os Espectros sentem a presença do anel sempre que ele é usado, é no mínimo estranho que nenhum deles tenha notado quando ele foi usado em Mordor. Vale notar que junto de Bilbo, Sam foi o único portador do anel que abdicou dele por livre e espontânea vontade. 


O S  M O R T O S  D A S  M O N T A N H A S 


         Os mortos que auxiliam Aragorn a impedir os Corsários de Umbar a invadirem Gondor e na Batalha dos Campos de Pelenor foram um povo que viviam nas Montanhas Brancas, próximas a Minas Tirith. Pouco antes de Sauron atacar Minas Ithil, o Povo da Terra-Parda, como eram chamados, se aliaram a Isildur, mas eles não responderam seu chamado na batalha da Última Aliança, sendo amaldiçoados por Isildur a não descansarem até que cumprissem seu juramento, mas sua inimizade com Gondor é mais antiga do que isso: 

         Quando os Númenorianos vieram para a Terra-Média, Elendil fundou Arnor no norte, próximo de onde os Pardos viviam. O reino de Arnor se espalhou rápido e florestas começaram a ser derrubadas, atraindo assim a desaprovação dos Homens Pardos que já viviam lá. Vale lembrar que os Homens Pardos nunca tiveram contato com os Valar e sentiram-se abandonados, tendo como única referência Sauron com o qual tiveram contato. Os Homens Pardos viam os Númenorias – consequentemente os Gondorianos – como invasores e Sauron pode ter sido encarado como um deus bom por poder libertá-los da supremacia de Gondor. 


A  V I A G E M  P A R A  A S  T E R R A S  I M O R T A I S


        As chamadas Terras Imortais são a morada dos deuses, os Valar. No início do mundo (ou Arda, como é chamado na mitologia tolkieniana), os Valar moravam numa ilha próxima à Terra-Média chamada Almaren, onde eles ergueram duas enormes lamparinas para iluminar Arda. Fatigados após a conclusão de seus trabalhos na construção da Terra-Média, eles foram surpreendidos por Melkor que se aproveitou da situação e atacou sua ilha, destruindo as lamparinas. Os Valar então deixam Almaren e se instalam em uma nova ilha no extremo oeste, chamada Aman. Lá eles constroem Valinor. Sabendo que Melkor estava perseguindo os Elfos, os Valar vão para a Terra-Média e capturam Melkor, convidando os Elfos a morarem em Valinor. Os que aceitaram são chamados de Eldar, “povo das estrelas”, e os que permanecem de Avari, “os que recusam”. Em seu cativeiro em Aman, Melkor acaba fugindo de volta para a Terra-Média levando as Silmarils dos elfos consigo, fazendo assim com que parte deles retorne à Terra-Média para reaver as jóias. Mesmo com a ajuda dos homens, os Elfos não conseguem combater o poder de Melkor e então Eärendil viaja até Aman para implorar a ajuda dos Valar. Eles então retornam a Terra-Média e exilam Melkor no “vazio”, de onde ele jamais poderia sair. Embora os Valar tenham isolado sua ilha das águas do mundo por segurança, eles deixaram um caminho secreto para que os elfos que tinham partido de Aman em busca das Silmarils pudessem um dia retornar se quisessem. 


O  D E S T I N O  D A  S O C I E D A D E  A P Ó S  A  G U E R R A  D O  A N E L 



          Os portadores dos Anéis do Poder, Gandalf, Galadriel, Elrond, Bilbo e Frodo viajaram juntos para as Terras Imortais dois anos após a Guerra do Anel. Frodo jamais se recuperou completamente dos ferimentos da jornada e sempre adoecia perto das datas em que fora golpeado no Topo do Vento e envenenado na Toca da Laracna. Ele teve um breve mandato como prefeito do Condado, mas se dedicou mais a escrever sobre suas histórias. Deixando a Terra-Média, deixou seus bens à Sam, já que não tinha herdeiros. Seu aniversário se tornou feriado em Minas Tirith. 

      Sam se casou com Rosa e teve treze filhos, sendo prefeito do Condado sete vezes consecutivas. Quando Frodo partiu para Aman com os outros portadores dos Anéis do Poder, ele lhe deu o Livro Vermelho do Marco Ocidental, onde Bilbo e Frodo narraram suas histórias, além de Bolsão. Após a morte de sua esposa, Sam deixa o livro com sua filha Eleanor e parte para os Portos Cinzentos rumo à Aman. 


         Merry casou e teve somente um filho. Ele recebeu o título de Mestre de Buqueburgo e se tornou um especialista na cultura de Rohan. Pippin também se casou e teve um filho chamado Faramir, que se casou com a filha de Sam, Cachos-dourados. No fim de suas vidas, eles visitaram juntos Rohan e depois Gondor, falecendo lá e sendo enterrados no Rath Dínen, o local dos túmulos dos reis e regentes. Após a morte de Aragorn, eles são colocados ao seu lado. 

        Em As Duas Torres, Legolas e Gimli combinam de visitar juntos as Cavernas Cintilantes e Fangorn. Após a Guerra do Anél eles o fazem e Legolas funda uma colônia élfica em Ithilien, entre as fronteiras de Gondor e Mordor, restaurando as florestas daquela região. Após o falecimento de Aragorn, Legolas construiu um navio cinzento e partiu para Valinor, levando Gimli consigo – o único anão a pisar nas Terras Imortais. 


         Depois da derrota de Sauron, Gimli fundou uma colônia reunindo anões do povo de Dúrin nas Cavernas Cintilantes do Abismo de Helm. Liderados por Gimli, os Anões das cavernas consertaram grande parte dos danos materiais causados pela Guerra do Anel, incluindo a substituição do Grande Portão de Minas Tirith que havia sido destruído por um feito de mithril e aço, assim como restauraram toda a cidade de acordo com o que havia restado. 

         Aragorn se tornou o primeiro rei do Reino Reconstituído, unindo os povos remanescentes de Arnor e Gondor. Ele se casou com Arwen e teve um filho e duas filhas. Aragorn estreitou a aliança e cooperação entre Homens, Elfos e Anões. Ele também liderou várias iniciativas militares para combater os Sulistas e os Orientais reavendo grande parte do território que Gondor havia perdido ao longo dos séculos. Com sua morte, Arwen padeceu de tristeza e foi enterrada em Lothlórien. 



       Bem, pessoal. Chegamos ao fim de nossa trilha pela Trilogia do Anel. Esses textos exigiram muitas horas de pesquisa e dedicação, mas fiz tudo isso com muita alegria, pois amo muito essa obra, então espero que tenham gostado! Para quem ficou interessado sobre as obras e quer saber um pouco mais, deixo abaixo o endereço de alguns sites que eu sempre visito. Semana que vem eu publico minha crítica do Hobbit e encerro esse ciclo de postagens com um post explicando alguns detalhes do filme. Um abraço! 

F. Essy


S I T E S



Valinor - Um site dinâmico mais voltado para notícias relacionadas as obras do Tolkien. Recomendo para quem se interessa mais pelos filmes.






Wikipédia: Portal Terra-Média - Não seja preconceituoso. Eu recomendo a Wikipédia muito mais do que algumas publicações de nome como a Editora Abril que tinham muitas informações equivocadas e me deram muita dor de cabeça.  O site criou um portal especialmente para a mitologia tolkieniana, com muitos textos retirados do Tolkien Gateway, outra grande fonte de informação.


Tolkien Gateway (em inglês) - Esse site é como uma versão do Portal Terra-Média em inglês e também é excelente.





G L O S S Á R I O

Almaren - Primeira ilha onde moraram os Valar antes do ataque de Melkor.
Aman - O reino dos deuses, também chamado de Terras Imortais.
Anárion - Fundador e primeiro rei de Minas Arnor (depois Minas Tirith).
Anduril - Nome dado à espada Narsil quando reforjada para Aragorn.
Annúminas - Cidade do reino de Arnor.
Angmar - Nome dado ao reino dos homens do norte enquanto esteve sob o domínio do Rei Bruxo de Angmar.
Aranarth - Último rei de Arnor antes da invasão do Rei Bruxo de Angmar e fundador dos Dúnedain.
Arnor - Reino dos antigos reis dos homens no norte.
Castamir - O capitão dos navios de Gondor que tomou o trono do rei mestiço.
Cirith Ungol - Torre em Mordor onde Frodo é feito prisioneiro após ser envenenado por Laracna.
Denethor - Regente de Gondor pai de Boromir e Faramir.
Dúnedain - Remanescentes do antigo reino de Arnor que vigiam o norte.
Eldacar - Rei de Gondor que foi tirado do trono por ser de sangue mestiço.
Elendil - Fundador do reino dos homens na Terra-Média e pai de Isildur.
Fëanor - Famoso elfo artesão que criou as Silmarils.
Isildur - Além de derrotar Sauron, também fundou e reinou sobre Minas Ithil.
Melkor - O Valar mestre de Sauron que tentou tomar a Terra-Média.
Minas Arnor - Antigo nome de Minas Tirith.
Minas Ithil - Nome antigo de Minas Morgul quando era governada por Isildur.
Minas Morgul - Antiga Minas Ithil, forte de vigia de Gondor em Mordor.
Mindolluin - Montanha na qual foi contruída Minas Tirith.
Númenor - Reino abençoado dos Homens entre Aman, a morada dos deuses, e a Terra-Média.
Orthanc - A torre onde mora Saruman.
Pelenor - Planice em frente a Minas Tirith onde acontece a principal batalha de O Retorno do Rei.
Rei Bruxo de Angmar – O mais poderoso dos Espectros do Anel, morto por Éowyn e Merry.
Valandil - O único filho de Isildur que sobreviveu e assumiu o trono de Arnor. Dele descente Aragorn.
Valar - Os Deuses da Terra-Média.
Silmarils - Jóias criadas pelo elfo Fëanor para armazenar a luz do que se tornaria o Sol e a Lua.
Terra Parda - Região do norte onde viviam alguns dos primeiros homens na Terra-Média.
Terras Imortais - A ilha onde moram os deuses, também chamada de Aman.
Ungoliant - Aranha gigante que deu origem a Laracna.
Valinor - Cidade principal do reino dos deuses, Aman.


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